sábado, 3 de julho de 2010

Masoquismo

Deixe-me provar teu do medo
do trauma, da auto-tortura
psicológica, fisiológica.

Deixe me sentir a humilhação,
o remorso da culpa que corrói,
o arder do tapa na cara merecido

O impacto bruto de um punho
um soco no meio da fuça, a realidade.
O amargo da vida que me escorre da boca
do sangue quente e pulsante.

Deixe-me só, deixe-me sentir
a ferida aberta que não estanca
o hematoma imundo a inflamar,
o pus podre que fede a cadáver

Os medos que me fazem covarde.
Os traumas que me fazem humano.

Da dor depois da surra
que me faz sentir vivo.


Franco Saldaña.

2 comentários:

Frau Großer disse...

Sugue-me para dentro desta tortura,
louca, densa, profunda.
Sugue-me para dentro de ti.

Pedrotti disse...

uuhhuuulll!